Simplesmente Mariana…

Blog dedicado a relatar a história pela qual passamos com a Mariana, nossa filha, após seu diagnóstico de acrania.

1 mês de blog!


Olá Pessoal…

Hoje é uma data especial para o Blog Simplesmente Mariana……faz 1 mês que ele está no ar e o melhor de tudo com quase 6.000 acessos……é algo que não imaginávamos que fosse acontecer quando criamos este blog!

Já falei várias vezes sobre isto e volto a repetir pois este é único e maior objetivo deste blog – ajudar o próximo. Recebemos inúmeros, emails, mensagens, recados, etc. de pessoas cujas vidas mudaram, de alguma maneira, depois de lerem as postagens do nosso blog. Ficamos muito felizes, do fundo dos nossos corações, por estar alcançando este objetivo maior que é muito gratificante! Você ouvir alguém dizer que ficou muito emocionada ao ler a nossa história e que está orgulhosa de nós pelas nossas atitudes….puxa vida! Isso vale mais do que ganhar na mega-sena (tudo bem que se eu ganhasse não seria naaaada mal…kkkkkkkk)

Bom, o importante é novamente agradecer a visita de todos vocês, de diversas partes do mundo…..continuem nos visitando e acompanhando a nossa história!

Apenas para constar, a Mari está muuuuito bem, mexendo bastante e o barrigão da mamãe está grandão, crescendo a cada dia!!!

Um beijo a todos e muito obrigado!

Rodrigo, Lucia e Mariana.

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A origem do vínculo mãe-bebê…


Dia das mães chegando……a mamãe de primeira viagem mais linda dessa mundo – Lucia……achei muito interessante este artigo:

Muito antes de seu nascimento e ainda no ambiente intra-uterino, tem início a formação do vínculo entre a futura mamãe e seu bebê. Trata-se de um processo de comunicação tão complexo quanto sutil e que torna possível esta troca íntima e profunda. O vínculo é de importância vital para o feto, pois precisa se sentir desejado e amado para propiciar a continuação harmoniosa e saudável de seu desenvolvimento.

A formação do vínculo não é automática e imediata, pelo contrário, é gradativa e, portanto, necessita de tempo, compreensão e amor para que possa existir e funcionar adequadamente. É, também, fundamental para que possa compensar os momentos de preocupações e reveses emocionais maternos e que todos nós estamos sujeitos no cotidiano.

O amor e a rejeição repercutem sobre a criança muito precocemente mas, para que possa dar significado a estes sentimentos é preciso maturidade neuro-fisiológica. Assim, até os três primeiros meses de vida intra-uterina, as mensagens enviadas pela mãe são, em grande parte, incompreendidas pelo embrião, muito embora possam causar-lhe desconforto se percebidas como desagradáveis.

À medida que vai evoluindo, o feto torna-se capaz de registrar e de dar significado às emoções e sentimentos maternos. É quando, então, começa a se formar sua personalidade, o que ocorre por volta do terceiro trimestre de gestação.
A ansiedade materna é, de certa maneira, até benéfica ao feto, pois perturbando a neutralidade do ambiente uterino, perturba-o também, conscientizando-o de que é um ser distinto, separado desse ambiente.

Para se livrar desse desconforto, ele começa a elaborar progressivamente técnicas de defesa como dar pontapés, mexer-se mais ativamente, e que funcionam, para a sensibilidade materna, como um envio de mensagem de que está sendo perturbado. Se houver sintonia materno-fetal, imediatamente a futura mamãe capta esta mensagem e começa a passar a mão delicadamente em seu ventre, o que é percebido e decodificado pelo feto como atitude de compreensão, carinho e proteção, portanto, como tranquilizadora.

Com o decorrer do tempo, a experiência de desconforto transforma-se em emoção e tem início a formação de idéias sobre as intenções maternas em relação a si mesmo.
Desta maneira, se a mãe for amorosa e tiver uma relação afetiva rica com seu bebê, contribuirá para que nasça uma criança confiante e segura de si.

Como o feto capta todas as emoções maternas, as que o fazem entrar em sofrimento como a ansiedade, temor e incertezas, provocam-lhe reações mais fortes e contínuas, enquanto que as de alegria e felicidade, por não alterarem o ambiente intra-uterino, permitem que seus movimentos permaneçam suaves e harmoniosos.

O feto sente o que a mãe sente, até como um atitude de solidariedade, porém, com intensidade diferente e sem a compreensão materna. As emoções negativas são percebidas como um ataque a si próprio.

É fundamental lembrar que as preocupações passageiras e simples do cotidiano não lhe oferecem risco algum, pois sequer podem levar o organismo materno à produção de hormônios. O que o afeta e prejudica sobremodo são as situações que induzem à produção intensa e contínua de hormônios, como a ansiedade materna, que pode, inclusive provocar o estresse da mãe.

Se o feto participa de todas as emoções maternas, muitas gestantes inibem a sexualidade por sentirem-se constrangidas com esta participação, principalmente no momento do orgasmo e dos sons e ruídos emitidos pelo casal.

Apesar disso, convém esclarecer que a atividade sexual não traz qualquer malefício. Ao contrário : o orgasmo, especialmente na mulher, é altamente benéfico física e emocionalmente, e é através dele que o feto capta o bem-estar geral da mãe, a felicidade intensa e, principalmente a tranquilidade após o orgasmo e não este propriamente.

Os acontecimentos graves e estressantes como perdas significativas ou situações que atingem a gestante diretamente, como brigas conjugais ou com pessoas mais próximas, são causas de grande sofrimento fetal e, muitas vezes, não há como evitá-los.

Para diminuir os efeitos nocivos ao feto, a futura mamãe deve aumentar os períodos de descanso, oferecer-lhe apoio afetivo e conversar com ele, esclarecendo-o dos acontecimentos.
Embora não haja compreensão das palavras, o feto capta o sentido do que lhe é dito e se tranqüiliza. Assim, o vínculo mãe-bebê não é quebrado.

Concluindo, se o vínculo materno-fetal não foi consolidado durante o período gestacional, há de se tentar nas horas e dias que sucedem ao nascimento, que é o período ideal na vida extra-uterina e, se necessário, com a ajuda de um profissional capacitado.

Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/as-mudancas-no-vinculo-mamae-e-bebe/
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Comentário de um Médico Cientista…


Pessoal, o texto abaixo é o comentário de um médico cientista sobre o nosso blog.

“A acrania não é incompatível com a vida extrauterina. Muitos bebês com acrania nascem vivos: respiram sem ajuda de aparelhos, com o coração batendo espontaneamente e, o mais incrível, são capazes de movimentar a musculatura voluntária. Essas manifestações vitais fazem parte da definição de nascido vivo proposta pela Organização Mundial da Saúde. Ou alguém conhece um ser morto que respire com autonomia, que tenha o coração batendo sem ajuda artificial, que mexa os músculos dependentes da vontade? A incompatibilidade com a vida ocorreria se nada disso acontecesse, culminando sempre com o nascimento de um natimorto. Portanto, é um erro afirmar que a acrania é incompatível com a vida extrauterina, dado que muitos casos de acrania resultam no nascimento de nativivo.
Infelizmente, trata-se de uma malformação congênita grave, que tem um prognóstico vital prolongado muito ruim. Significa dizer que, embora a criança possa nascer viva, a chance de permanecer viva por muito tempo é pequena. Para essas situações, o termo técnico mais adequado é perituro.
Aos pais, deixo meu registro de humanidade. É inegável que todos querem que seus filhos nasçam saudáveis. Ninguém deseja um filho deficiente. Por motivos muitas vezes inexplicáveis, acontece que malformações graves acometam um bebê que é esperado com muito amor, da mesma forma que crianças já nascidas podem ter sua saúde física comprometida por doenças ou acidentes. Não devemos deixar de amá-los e protegê-los por isso. Pelo contrário: o amor e a proteção dos pais são ainda mais essenciais e indispensáveis àqueles que, por sua fragilidade, mais dependem deles.
Assim, não se esqueçam de dizer à Mariana o quanto vocês a amam, mesmo que o tempo em que ela estiver viva com vocês for de poucos minutos.
Agradeço a citação de meu artigo: “O anencéfalo como doador de órgãos e tecidos para transplante: possibilidades legais, morais e práticas”. Espero que o resultado de minhas pesquisas tenha sido útil.”

Ele é autor do artigo que escrevi no post sobre Doação de órgãos!

Obrigado Robledo, seu comentário contribuiu ainda mais com o nosso blog! Entendo que este é o verdadeiro papel da ciência – contribuir com a sociedade!

Abraços,

Rodrigo.

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